SAÚDE DA MULHER - INCONTINÊNCIA URINÁRIA

Incontinência Urinária

A incontinência urinária, de acordo com a Sociedade Internacional de Continência, define-se como perda involuntária de urina, pela uretra, capaz de provocar desconforto social e higiênico e que pode ser objetivamente demonstrada. Estima-se que uma em quatro mulheres com idade entre 30 e 60 anos de idade apresente incontinência urinária. 

A incontinência de urina causa um grande impacto na qualidade de vida das pessoas que apresentam esta disfunção. Elas sentem-se deprimidas e envergonhadas, modificam seus costumes, como o jeito de vestir e o convívio social, alteram seu hábitos alimentares, evitando ingestão de líquidos, adquirem hábitos miccionais diferentes para diminuir o risco de perder urina em público. A incontinência urinária deve ser compreendida como um problema de consequencias graves.
 



Podemos classificar as incontinências urinárias, de modo simples, em três grandes grupos:

1. Incontinência urinária de esforço: a paciente apresenta perda de urina associada a esforço que aumente a pressão intra-abdominal, como tossir, espirrar, rir, correr, levantar objetos. Pode ser devido a hipermobilidade do colo vesical ou deficiência do esfíncter urinário. Geralmente esta modalidade de incontinência está relacionada a alterações anatômicas pélvicas decorrentes de partos, gravidez ou cirurgias pélvicas. 

2. Urge-incontinência: consiste em uma vontade forte e inadiável de urinar, associada a perda involuntária de urina ou não. Geralmente é decorrente de uma forte contração involuntária do músculo detrussor da bexiga, caracterizando a síndrome da bexiga hiperativa, que pode ter causas neurológicas ou, na maioria dos casos,  causas desconhecidas. 

3. Incontinência mista: resulta da combinação dos sintomas da incontinência de esforço e da urge-incontinência. Cerca de um terço das pacientes incontinentes apresentam incontinência mista.

Diagnóstico da Incontinência urinária

O diagnóstico depende de uma história clínica bem realizada, acompanhada de exame físico minucioso, para identificar alterações anatômicas de assoalho pélvico.

A realização do Estudo Urodinâmico consiste em etapa fundamental na avaliação da incontinência urinária. Este método permite determinar com precisão o mecanismo de perda de urina, possibilitando desta maneira a escolha precisa do melhor método de tratamento para cada uma das pacientes. Este exame também permite que se faça a distinção entre a hipermobilidade do colo vesical e a deficiência esfincteriana, de capital importância para o sucesso do tratamento.

Deve ser também realizada uma avaliação global da paciente, no sentido de se determinar a existência de problemas associados que possam interferir na escolha do tratamento.

Tratamento

O tratamento da incontinência urinária pode ser medicamentoso, comportamental, fisioterápico e cirúrgico. A escolha depende do diagnóstico correto, dos problemas associados que a paciente possa apresentar e da preferência da paciente. Para as situações de incontinência de esforço, o tratamento cirúrgico é o mais eficaz. Para as incontinências do tipo bexiga hiperativa, o tratamento medicamentoso se mostra com melhores resultados.

O tratamento fisioterápico, bem como o comportamental, podem ser úteis em qualquer modalidade de incontinência, porém, com resultados não tão satisfatórios. A incontinência mista apresenta um desafio ao Urologista, já que exige abordagem concomitante de mais de um tratamento.

Conclusão

A incontinência urinária consiste de uma entidade de grande importância e prevalência, atingindo um enorme contingente de pacientes, e que impacta grandemente a qualidade de vida de quem dela sofre. Exige uma criteriosa avaliação diagnóstica por parte do Urologista, bem como uma abordagem terapêutica multi-fatorial, que somente o médico especialista pode oferecer.

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